Cadernos de Pesquisas Multidisciplinares sobre Corpo, Raça, Sexualidade e Gênero - CRSG
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Cadernos de Pesquisas Multidisciplinares sobre Corpo, Raça, Sexualidade e Gênero - CRSG

Revisão

AMOR E RESISTÊNCIA – BELL HOOKS E A ESCRITA DO AMOR

Ana Verônica Freire Monteiro dos Santos Marinho (Universidade Federal do Piauí - UFPI)

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Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar a escrita de bell hooks, autora estadunidense, teórica feminista e ativista social, como essencial para compreensão da importância das discussões teóricas sobre feminismo no que concerne a fazer levantamento de sua escrita acerca do processo de construção de debates voltados ao feminismo negro dentro da academia. Analisamos sua obra Vivendo de amor (2010) que aponta para a construção histórica da vivência do amor pelo povo negro, principalmente pela mulher negra, apresentando-a como sujeito violado e invisível ao longo dos anos. São discussões levantadas pela autora que nos levam a compreender o papel do amor e da resistência como forma de sobrevivência na sociedade do passado e presente. Para tanto, empreendemos a análise de sua escrita, fundamentando nossas considerações em teorias literárias a partir das reflexões de Maria Amélia de Almeida Teles (1993), bell hooks (2010, 2017), Djamila Ribeiro (2018), Frantz Fanon (2008), Gayatri Spivak (2010), Judith Butler (2017). Em contextos de lutas sociais, o amor por si e a reciprocidade deste amor, tornam a resistência dessas lutas mais amenas, sendo possível enxergar, no presente, a possibilidade de sonhar com um futuro sem o peso da dor do passado.

Palavras-chave

Amor. bell hooks. Resistência. Vivendo de amor.

Referências

TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do Feminismo no Brasil.

HOOKS, bell. Ensinando a Trangredir – A educação como prática da liberdade. Tradução: Marcelo Brandão Cipolla – 2. Ed. – São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017.

 _______________. Vivendo de Amor. Disponível em: <https://www.geledes.org.br/vivendo-de-amor/>. 2010

Ribeiro, Djamila. Quem tem medo de Feminismo negro? 1ª ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2018

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas / Frantz Fanon ; tradução de Renato da Silveira . - Salvador : EDUFBA, 2008.

SPIVAK, Gayatri. Pode o subalterno falar? Tradução de Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa e André Pereira Feitosa. Belo Horizonte: UFMG, 2010.

BUTLER, Judith P. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução: Renato Aguiar – 10ª ed, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.

COLLINS, Patricia Hill. Aprendendo com a outsider within*: a significação sociológica do pensamento feminista negro. Revista Sociedade e Estado – Volume 3. Número 1  - Janeiro/Abril 2016

 

 


Submetido em:
28/02/2020

Revisado em:
17/03/2020

Aceito em:
11/04/2020

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